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Mata-Borrão

Anonas

Em genealogia forçada, coberta de cetim, olhava a pinha que, humílima, mas não reverente, vestia burel ao lado de um avoengo ananás. Uma heráldica desenhada a casulos, reentrâncias, asperezas, favos, grutas, pingos. Nunca referência de cor como o verde, alface, seco, garrafa ou o rosa, velho, choque ou o amarelo, limão, mostarda, gema ou o azul, breu, turquesa, índigo ou o branco, sujo, cal, marfim ou o castanho, chocolate, avelã. Na ilhas, nenhuma senhorita do Funchal ou da Horta diria querer comprar um vestido cor de anona e nunca uma anona foi topo de bolo. No entanto, o mistério aveludado que esconde para além da casca, ela mesma obra de colmeia cuja rainha-mãe despareceu há muito num caderninho do Darwin, é branco pálido, encharcado em açúcar áspero e subtil. Deve comer-se em varanda sustentável, ó puta de palavra que de tanto ser lida e escutada tropeça na pena. Refiro as varandas rurais, por onde se atiram pevides, cascas e sementes, já que a terra ou o vivo, leia-se gado de …

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